Algumas mortes e uma ressurreição (?) – parte I/II

I. Comecemos pelas mortes. A morte, apesar de a sabermos inevitável e natural, quase sempre surpreende. Diga respeito aos nossos familiares, amigos, conhecidos ou figuras públicas. Talvez porque nos obriga a pensar, ainda que de relance, na nossa própria morte. Esta, provavelmente, chegará quando menos esperarmos.

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Dias Livres – um castelo encantado

Vista lateral da Catedral de Saint Galien em Tours (foto da autora, julho de 2022)

O vale do Loire abriu-se a partir de Angers, em direção a Tours, onde iríamos pernoitar. Na estrada bucólica que ladeia o rio, fomos apreciando os campos de cultivo, as pequenas aldeias com as suas bonitas igrejas, as praias fluviais e alguns barcos tradicionais de fundo raso, lembrando os rabelos do Douro. O rio largo, cheio de ilhas verdes e de muitos bancos de areia, que costumam despontar em pleno verão, parece correr devagar, sem pressa de chegar ao Atlântico.

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Provedorias, Ordens e outras redundâncias

Clube Português de Imprensa: o Provedor do Leitor (do Ouvinte ou do Telespectador) entrou em declínio e está em vias de extinção nos media portugueses.” 28.8.2022

Em texto anterior, referi-me à concorrência entre a obrigação básica de respeito pelos princípios de rigor e isenção na prática do jornalismo e a necessidade que alguns órgãos de informação vieram a sentir de criar o cargo de Provedor do Leitor, do ouvinte, ou do telespetador, sendo certo que mesmo esta figura se perde com frequência nos labirintos da defesa do consumidor da informação, condicionada pela rede interesses que por ali se estende: intromissão de pequenos e grandes poderes – corporativos, hierárquicos, propagandísticos, políticos, etc. – ou pelas suas próprias limitações pessoais.

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Em busca da regularidade na escrita

Muitos conhecem o nome de Umberto Eco por ter escrito O nome da rosa, O pêndulo de Foucault e outras obras marcantes do século XX. Nessa perspetiva, as minhas preferências de leitura foram e vão antes para outros escritores, tais como os nossos Jorge de Sena, ou José Saramago, os espanhóis Jorge Semprún, ou Javier Marías, os americanos William Faulkner, ou Philip Roth, etc., só para mencionar uns dos que tenho mais obras ali na minha estante.

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