A propósito das “gateways” do Faial e do Pico

O tema das ligações áreas das ilhas do Faial e do Pico com Lisboa voltou a estar na ordem do dia, a propósito do plano de reestruturação da SATA. Daquilo que se ouve e se escreve ressalta alguma confusão sobre o atual modelo de obrigações de serviço público, se a companhia é ou não compensada pelo Estado, e uma ideia errónea de que as tarifas para residentes são mais caras nestas ilhas do que nas rotas liberalizadas, particularmente em São Miguel. Com o objetivo de trazer alguma luz a esta discussão, convida-se a reler os seguintes artigos de Luís Filipe Silveira, seguindo os “links” nos títulos ou nos excertos:

Críticas e diatribes!…

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O monopólio da SATA– embora seja a única companhia a operar para as ilhas do Faial e do Pico não tem o monopólio. Qualquer outra empresa é livre de entrar desde que se proponha cumprir com as Obrigações de Serviço Público (OSP) estabelecidas.

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O ” Triângulo” e os Serviços Aéreos

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Ora, no caso concreto, as OSP além de não preverem qualquer compensação financeira ainda restringem as receitas. Enquanto nas rotas liberalizadas, em que as empresas são livres de operar como entenderem, a tarifa flexível (ida e volta) é superior a €500, nas rotas sujeitas a OSP não pode exceder €268 para os residentes. Ou seja, para mais obrigações menor receita! A isto acresce a obrigação de transporte de carga e a irracionalidade dos chamados encaminhamentos.

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Publicado por José Adriano Avila

Quadro da aviação comercial aposentado. Formado em Comunicação Social. Estuda Relações Internacionais.

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